Novo exame de sangue identifica “biomarcadores de desenvolvimento” em crianças pequenas
Para começar o ano, trazemos uma notícia fresquinha da Universidade de Cambridge, publicada nas primeiras horas de hoje, que utiliza a Proteômica para prever o desenvolvimento de habilidades em crianças autistas.
A Notícia:
Pesquisadores do Centro de Pesquisa em Autismo de Cambridge anunciaram a descoberta de um painel de proteínas específicas no sangue que podem prever, com 85% de precisão, como as habilidades de linguagem e cognição de uma criança autista irão se desenvolver nos próximos três anos.
Por que isso é um marco:
Atualmente, o prognóstico (previsão do futuro da condição) é baseado apenas na observação do comportamento, o que pode levar tempo.
- O estudo identificou que certas proteínas ligadas à Plasticidade Sináptica (capacidade do cérebro de mudar e aprender) estão presentes em diferentes níveis em cada criança.
- A Vantagem: Isso permite que médicos e famílias saibam, logo após o diagnóstico, quais áreas precisam de intervenção mais intensa, criando um Plano Terapêutico de Precisão.
O impacto prático:
Em vez de esperar para ver se uma criança terá dificuldades na fala, as terapias de fonoaudiologia podem ser intensificadas preventivamente com base no perfil biológico, aproveitando a janela de maior desenvolvimento cerebral na primeira infância.
Glossário Técnico (Termos Explicados)
- Proteômica: O estudo em larga escala das proteínas. Assim como o genoma estuda os genes, a proteômica estuda o que esses genes estão “fabricando” no corpo agora.
- Biomarcadores: Indicadores biológicos (como substâncias no sangue) que podem ser medidos para confirmar uma condição ou prever como o corpo vai reagir no futuro.
- Plasticidade Sináptica: A incrível habilidade dos neurônios de criar novas conexões. É o que permite que a gente aprenda coisas novas e recupere funções cerebrais.
Fonte: University of Cambridge / Molecular Autism Journal (1 de Janeiro de 2026).
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