A “Assinatura Sonora” que pode identificar o Autismo em bebês

A Notícia:

Pesquisadores de Harvard e do MIT publicaram um estudo indicando que a forma como o tronco encefálico (parte do cérebro que conecta a medula espinhal aos centros superiores) reage a estímulos auditivos pode ser o sinal mais precoce do autismo, antes mesmo de qualquer atraso social.

O que o estudo revela:

Crianças autistas costumam ter uma resposta mais lenta ou irregular a sons básicos. O estudo utilizou uma tecnologia chamada ABR (Resposta Auditiva do Tronco Encefálico), um teste comum em recém-nascidos, e descobriu que:

  • ​Pequenos atrasos de milissegundos na resposta nervosa ao som estão correlacionados com o desenvolvimento posterior de traços autistas.
  • ​Essa “lentidão” sensorial explica por que muitos autistas se sentem sobrecarregados em ambientes barulhentos; o cérebro demora a filtrar o que é ruído e o que é fala importante.

Por que isso é importante:

Se conseguirmos identificar o autismo logo nos primeiros meses de vida através de um teste de audição padrão, as intervenções de Neuroplasticidade (capacidade do cérebro de se moldar) podem começar muito mais cedo, garantindo melhor qualidade de vida.

Glossário Técnico (Termos Explicados)

  • Tronco Encefálico: É a “central de controle” básica do cérebro. Ele cuida de funções automáticas (como respiração) e é o primeiro lugar onde o som chega antes de ser interpretado.
  • Biomarcador: Uma característica biológica (como um sinal cerebral ou exame de sangue) que pode ser medida objetivamente para indicar uma condição de saúde.
  • Hipersensibilidade Auditiva: Quando o cérebro percebe sons comuns como extremamente altos, dolorosos ou perturbadores.

Fonte: Harvard Medical School / MIT News (Dezembro 2025); Journal of Neuroscience.

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