Estudo revela “Hiperconectividade Sensorial” como chave para entender a sensibilidade no TEA

Hoje, exploramos uma descoberta fascinante no campo da Neurobiologia, que ajuda a explicar por que o processamento sensorial é tão único em pessoas autistas, focando na “conversa” entre diferentes áreas do cérebro.

A Notícia:

Um novo estudo publicado na Nature Neuroscience por pesquisadores da Universidade de Yale identificou que o cérebro autista apresenta uma Hiperconectividade (excesso de conexões) em áreas específicas responsáveis pela visão e audição, enquanto áreas de integração social apresentam padrões diferentes.

O que os dados mostram:

Utilizando exames de fMRI de Alta Resolução (Ressonância Magnética Funcional), os cientistas observaram que:

  • ​Os estímulos sensoriais “viajam” por muito mais caminhos neurais do que o necessário, o que explica por que um som baixo pode ser sentido como doloroso (hipersensibilidade).
  • ​Existe uma menor Poda Sináptica (processo natural de limpeza de conexões fracas) durante a infância, mantendo o cérebro em um estado de alerta constante.

A Relevância:

Essa descoberta tira o peso da “vontade” da pessoa autista e coloca a questão como um fato puramente biológico: o cérebro realmente recebe mais informação do que consegue filtrar. Isso reforça a necessidade de ambientes com Baixo Estímulo (salas silenciosas e luzes suaves) em escolas e locais de trabalho.

Glossário Técnico (Termos Explicados)

  • Hiperconectividade: Quando áreas do cérebro criam e mantêm mais conexões de comunicação entre si do que o padrão típico, gerando um “tráfego intenso” de informações.
  • fMRI (Ressonância Magnética Funcional): Um exame de imagem que mostra o cérebro em funcionamento, identificando quais áreas estão consumindo mais oxigênio (ou seja, estão mais ativas) em tempo real.
  • Poda Sináptica: Um processo biológico onde o cérebro “corta” as conexões neurais que não são usadas, para se tornar mais eficiente e rápido. No autismo, essa poda ocorre de forma menos intensa em certas áreas.

Fonte: Nature Neuroscience / Yale School of Medicine (Dezembro 2025); Science Daily.

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