Transplante de Microbiota demonstra benefícios persistentes em sintomas de autismo

Novos dados de acompanhamento de longo prazo de estudos sobre a Terapia de Transferência de Microbiota (MTT) confirmam que a modificação das bactérias intestinais pode levar a melhorias duradouras não apenas em problemas digestivos, mas também em comportamentos centrais do autismo.

O que o estudo revela:
A pesquisa indica que crianças com TEA frequentemente apresentam uma Disbiose (desequilíbrio entre bactérias boas e ruins no intestino). Ao realizar o transplante de microbiota de doadores saudáveis, observou-se:

  • Redução significativa em sintomas de irritabilidade e hiperatividade.
  • Melhoria na receptividade social e habilidades de comunicação.
  • O dado mais impactante: os benefícios não desapareceram após o fim do tratamento, sugerindo uma mudança estrutural no ecossistema interno da criança.

Por que isso é importante:
Isso reforça a teoria do Eixo Intestino-Cérebro (a via de comunicação bidirecional entre o sistema gastrointestinal e o sistema nervoso central). Tratar o autismo pode, em muitos casos, envolver olhar para além do cérebro e cuidar da saúde metabólica e digestiva do indivíduo.

Leia este artigo:
Dietas específicas que auxiliam nesta microbiota
As 3 Dietas que a Ciência estuda para “reprogramar” o Intestino no Autismo


Glossário Técnico (Termos Explicados)

  • Microbiota: O conjunto de trilhões de microrganismos (bactérias, fungos e vírus) que vivem no nosso trato digestivo e ajudam a regular o sistema imunitário.
  • Terapia de Transferência de Microbiota (MTT): Um procedimento médico (também conhecido popularmente como transplante de fezes) que transfere bactérias intestinais saudáveis para um paciente com desequilíbrio.
  • Permeabilidade Intestinal: Condição conhecida como “intestino irritável” ou “vazado”, onde a parede do intestino permite que substâncias inflamatórias passem para a corrente sanguínea, afetando potencialmente o cérebro.

Fontes: Nature Microbiology / ScienceDaily (Dezembro 2025); Clinical Trials Registry Update.


1. O Estudo Científico (Fonte Original)

A pesquisa que comprovou os benefícios persistentes (2 anos após o tratamento) foi publicada no grupo Nature (Scientific Reports).

2. A Notícia e Divulgação (ScienceDaily)

A reportagem que resume os achados para o público geral, citada como base para o texto.

3. O Registo de Ensaios Clínicos (Clinical Trials)

As páginas oficiais onde se acompanham os estudos em andamento (fases 2 e 3) sobre este tratamento.

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