Como o autismo e o TDAH afetam a forma de se relacionar
A cognição social é a nossa capacidade de entender os outros e de viver em grupo. Ela ajuda a perceber como as pessoas estão se sentindo, o que podem estar pensando e como agir em diferentes situações sociais.
Nos últimos anos, muitos cientistas estudaram a cognição social em pessoas com autismo e também em pessoas com TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade). Esses dois grupos costumam ter mais dificuldades para se relacionar com os outros.
A cognição social tem várias partes importantes, como:
- Teoria da Mente (ou mentalização): imaginar o que o outro está pensando ou sentindo.
- Reconhecimento de emoções: perceber se alguém está triste, feliz, com raiva ou assustado.
- Percepção social: entender regras sociais, como quando é a hora de falar ou de ouvir.
Essas capacidades funcionam juntas e são bem complexas. Às vezes, usamos informações sem nem perceber (implícitas), e outras vezes pensamos de forma mais consciente (explícitas).
O que os estudos mostram:
- Pessoas com autismo costumam ter mais dificuldades nesses testes de cognição social do que pessoas sem autismo. Isso aparece principalmente quando é preciso perceber sinais sociais “escondidos” ou sutis.
- Pessoas com TDAH têm resultados “no meio do caminho”. Suas dificuldades parecem estar ligadas mais à atenção e ao controle de impulsos.
- Tanto no autismo quanto no TDAH, a cognição social pode melhorar com a idade, com o desenvolvimento da fala e da inteligência.
O que pode ajudar:
- No autismo, alguns treinamentos de habilidades sociais já mostraram melhora, mas os resultados ainda não são perfeitos.
- No TDAH, remédios estimulantes podem ajudar a melhorar a atenção, o que facilita a cognição social.
- Treinos de “mentalização” (aprender a imaginar o que o outro pensa) ainda não têm resultados muito claros.
Um ponto importante é que a maioria dos estudos só olha para o lado “interno” da pessoa, sem prestar tanta atenção no ambiente. Mas hoje se sabe que muitas vezes as dificuldades aparecem também porque pessoas neurodivergentes (como quem tem autismo ou TDAH) e pessoas neurotípicas (sem esses diagnósticos) se entendem de forma diferente, o que pode gerar falhas de comunicação.
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