Cuidados preventivos e vacinação

Cuidar da saúde de pessoas no espectro autista vai muito além de consultas e diagnósticos. Envolve prevenção ativa, acompanhamento constante e, acima de tudo, clareza sobre riscos, causas e responsabilidades sociais.

🛡️ Cuidados Preventivos no TEA: Uma Necessidade Vital

Pessoas autistas têm uma maior propensão a desenvolver condições como:

  • Doenças infecciosas de difícil detecção (pela dificuldade de expressar sintomas)

  • Obesidade e problemas cardíacos silenciosos

  • Desnutrição e carências vitamínicas

  • Problemas respiratórios crónicos

Prevenção significa vigilância contínua.
É necessário criar rotinas médicas, exames periódicos, reforço de hábitos saudáveis, e um sistema de atenção que compreenda as particularidades sensoriais e cognitivas de quem está no espectro.

📌 A Importância (E os Limites) da Vacinação

Vacinas salvam vidas. Ponto. A erradicação da poliomielite, a queda drástica nas mortes por sarampo e tétano neonatal são conquistas históricas da humanidade.

Mas negar que haja controvérsias científicas legítimas é desonestidade.
Nos últimos anos, cientistas têm estudado profundamente os efeitos do ambiente — inclusive elementos químicos, adjuvantes, metais pesados e nanopartículas — na epigenética e na expressão de genes relacionados ao neurodesenvolvimento.

Citação:
“O ambiente interage com o genoma de formas que a medicina só agora começa a entender.”
— Prof. Martha Herbert, Harvard Medical School (neurologista pediátrica e pesquisadora do TEA)

Algumas substâncias utilizadas por décadas em processos de imunização, fertilização assistida e alimentação infantil não foram suficientemente estudadas em populações neurodivergentes ou em desenvolvimento cerebral acelerado (como ocorre nos primeiros dois anos de vida).

📊 Antes e Depois: Por Que o Aumento Explosivo?

Em 1975: 1 em 5.000
Em 1995: 1 em 500
Em 2010: 1 em 110
Em 2023: 1 em 36
Fonte: CDC, EUA – Centers for Disease Control and Prevention

Este aumento não pode ser explicado apenas por “mais diagnósticos” ou “critérios mais amplos”.
Esses fatores existem, sim, mas não explicam a magnitude da curva ascendente. Muitos profissionais da área admitem hoje, com mais franqueza, que há algo externo ao genoma individual atuando.

🔬 Fatores que Contribuem Comprovadamente para o Aumento de Casos

1. Pais com idade avançada

Estudos como o da Universidade da Califórnia (Sandin et al., JAMA Psychiatry) mostram que a idade paterna e materna acima dos 35 anos aumenta o risco de mutações espontâneas associadas ao autismo.

2. Poluição ambiental e metais pesados

Exposição a pesticidas, chumbo, mercúrio e ftalatos durante a gravidez é um fator de risco significativo.
Referência: The Lancet Neurology, 2016 – “Environmental Risk Factors for Autism.”

3. Deficiências nutricionais maternas

Déficits de ácido fólico, ferro, iodo e vitamina D durante a gestação estão associados a maior prevalência de TEA em filhos.

4. Infecções e inflamações na gestação

Mães com infecções virais graves, inflamações crónicas, ou doenças autoimunes têm filhos com risco aumentado.

5. Uso excessivo de medicações durante a gravidez

Antibióticos, antidepressivos e anticonvulsivantes são suspeitos em diversos estudos. O uso contínuo sem monitoramento criterioso pode afetar a neurogénese fetal.

⚠️ Fatores Ainda em Estudo e Suspeições Relevantes

O silêncio não é ciência.
O debate cauteloso é necessário para proteger vidas futuras.

  • Substâncias bioativas utilizadas em larga escala em recém-nascidos e gestantes ainda não têm estudos conclusivos sobre efeitos cumulativos no cérebro em formação.

  • A combinação de múltiplos fatores ambientais simultâneos pode gerar efeitos epigenéticos sinérgicos (efeitos que só ocorrem quando vários agentes atuam juntos).

  • A presença de nanopartículas lipídicas e adjuvantes em produtos administrados em neonatos está sob investigação internacional, especialmente na Suécia, Alemanha e Japão.

O que isso significa?
Que não devemos rejeitar a ciência da prevenção, mas sim exigir mais transparência, controle de qualidade, acompanhamento pós-exposição e personalização da saúde preventiva.

🧾 O Que Dizem Algumas Instituições Reconhecidas

  • Autism Research Institute (EUA): defende a medicina funcional integrada para investigar causas ambientais e genéticas.

  • MIT (Prof. Stephanie Seneff): aponta que disruptores hormonais e pesticidas têm papel significativo na disfunção mitocondrial e neuroinflamação.

  • CDC e NIH: ainda mantêm posição conservadora, mas já financiam pesquisas em exposição ambiental, genética combinada e microbioma intestinal.

👨‍⚕️ Cuidados Práticos Recomendados

  • Consulta pré-natal com foco em prevenção de fatores de risco ambientais

  • Acompanhamento clínico contínuo de crianças com histórico familiar de TEA

  • Evitar exposição a disruptores endócrinos, pesticidas e substâncias químicas

  • Exigir transparência e acesso à bula completa de qualquer produto aplicado em crianças

  • Documentar e acompanhar qualquer reação adversa

📣 Um Chamado à Responsabilidade

Negar que o mundo moderno alterou a forma como crianças estão a nascer e a desenvolver-se é uma forma moderna de obscurantismo.
Não se trata de rejeitar avanços. Mas de respeitar os limites biológicos e exigir ciência honesta, livre de interesses econômicos, que respeite o cérebro em desenvolvimento.

Quem cuida de crianças, quem investiga o autismo, quem formula políticas públicas tem o dever moral de abrir os olhos para aquilo que pode ser evitado.
Prevenir é respeitar a vida antes que ela adoeça.

Comentários