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Brasil registra aumento de 44% nas matrículas de estudantes autistas

Entre 2023 e 2024, o número de matrículas de alunos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) na educação básica brasileira cresceu 44,4%, passando de 636.202 para 918.877 estudantes. Esse aumento reflete o compromisso do Ministério da Educação com a inclusão, destacando a importância de identificar e apoiar esses alunos nas escolas regulares. O objetivo é garantir que todas as escolas tenham salas de recursos multifuncionais até 2026, promovendo um ambiente educacional mais inclusivo para todos.

Censo 2022 revela: 1 em cada 38 brasileiros tem diagnóstico de autismo

O Censo Demográfico 2022 trouxe pela primeira vez uma estimativa oficial sobre o número de pessoas com diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA) no Brasil. De acordo com o levantamento, 1 em cada 38 brasileiros declarou ter diagnóstico confirmado, um dado considerado inédito e histórico para a formulação de políticas públicas. Esse número representa milhões de cidadãos e demonstra que o autismo está mais presente na sociedade do que se imaginava. A informação foi obtida diretamente das famílias durante a coleta censitária, trazendo maior credibilidade e detalhamento do cenário. Especialistas afirmam que a disponibilização desses dados será fundamental para orientar investimentos em educação inclusiva, serviços de saúde especializados, acompanhamento terapêutico e proteção social. O resultado também aproxima o Brasil das estatísticas internacionais mais recentes, mostrando que a prevalência do autismo é global e precisa ser encarada como uma prioridade de saúde e educação.

Prevalência global estimada em 1 em 127 pessoas com autismo

Um estudo publicado no Global Burden of Disease em 2021 estimou que cerca de 61,8 milhões de pessoas em todo o mundo vivem com Transtorno do Espectro Autista, o que corresponde a aproximadamente 1 em cada 127 habitantes do planeta. A pesquisa reuniu dados de dezenas de países e apontou que a prevalência global do autismo é maior do que se acreditava em levantamentos anteriores. Os especialistas explicam que essa elevação não significa necessariamente um aumento real de casos, mas sim uma evolução significativa nos métodos de diagnóstico, maior conscientização da sociedade e ampliação das políticas públicas de identificação precoce. A comparação histórica mostra que em décadas passadas os números eram bem mais baixos, refletindo subnotificação e ausência de instrumentos adequados de triagem. O estudo reforça a necessidade de investimento internacional em saúde mental, formação de profissionais especializados e redes de apoio familiar, uma vez que o impacto do autismo envolve não apenas a pessoa diagnosticada, mas também toda a sua rede social e educacional.

Inglaterra pode ter 1,2 milhão de pessoas com TEA, muitas sem diagnóstico

Um estudo da University College London aponta que a Inglaterra pode ter até 1,2 milhão de pessoas com autismo, quase o dobro das estimativas anteriores. O levantamento mostra que a maior parte dos casos não identificados está entre adultos, especialmente os maiores de 50 anos, onde até 90% podem viver sem diagnóstico formal. Entre os 20 e 49 anos, o número pode chegar a meio milhão de pessoas sem reconhecimento clínico. A falta de diagnóstico impede acesso a serviços de saúde, apoio social e adaptações no trabalho, mantendo muitos invisíveis às políticas públicas. Os especialistas defendem protocolos de avaliação específicos para adultos e campanhas de conscientização, a fim de reduzir o subdiagnóstico e garantir inclusão ao longo da vida.

Atendimentos a crianças com TEA em Picos (PI) crescem mais de 30 vezes

Na cidade de Picos (PI), os atendimentos fisioterapêuticos pelo SUS a crianças com TEA saltaram de 51 em 2019 para 1.555 em 2023, um aumento de mais de 30 vezes em quatro anos. Esse crescimento mostra o fortalecimento da rede local de reabilitação e a demanda crescente por cuidados terapêuticos.

Distúrbios do sono associados a risco de diagnóstico de autismo

Estudo publicado no BMJ’s Archives of Disease in Childhood (junho 2025) por pesquisadores da Austrália acompanhou 1.074 bebês. Cada hora extra de sono aos 6 meses diminuiu em 22% a chance de diagnóstico de autismo até os 11 anos. Já dificuldade para dormir aos 12 meses esteve ligada a aumento no risco. Isso indica que rotinas do sono podem ser sinais precoces e sujeitos a intervenções.

63% dos cuidadores no Brasil acessam apoio psicológico, diz estudo nacional

Pesquisa “Retratos do Autismo no Brasil” de 2023 mostrou que 62,99% dos cuidadores têm acesso a serviços de saúde mental e 63,04% recebem apoio para lidar com o cuidado diário. Porém, 40,35% apontam que familiares (pais, avós, irmãos) são a principal fonte de suporte. Mesmo com esse apoio formal, muitas famílias ainda enfrentam carga emocional e carência de políticas.

75% dos adultos autistas dos EUA enfrentam desemprego ou subemprego

Relatório da Autism Speaks de 2025 revela que 8 em cada 10 pessoas autistas participam de programas de capacitação profissional, mas apenas metade consegue emprego remunerado. Além disso, 1 em cada 4 famílias com crianças autistas enfrenta insegurança alimentar ou financeira. Dados mostram que, muitas vezes, faltam políticas eficazes para inclusão no mercado e suporte às famílias.

Estimativas apontam até 6 milhões de autistas no Brasil

Embora o Brasil ainda careça de dados oficiais precisos sobre a população com TEA, estimativas baseadas em estudos internacionais sugerem que até 6 milhões de brasileiros possam estar no espectro autista. A Lei 13.861/2019 determinou a inclusão de perguntas específicas sobre autismo no Censo Demográfico de 2022, realizado pelo IBGE, o que permitirá, pela primeira vez, um panorama mais detalhado sobre o TEA no país.

CDC dos EUA atualiza prevalência de autismo para 1 em cada 36 crianças

O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos divulgou que, em 2023, a prevalência de autismo é de 1 em cada 36 crianças de 8 anos, equivalente a 2,8% dessa população. Este aumento pode estar relacionado a melhorias nos métodos de diagnóstico e maior conscientização. Pela primeira vez, a prevalência entre crianças asiáticas, hispânicas e negras superou a de crianças brancas, indicando avanços na equidade de diagnósticos.

Pesquisa destaca sobrecarga de mães cuidadoras de crianças com autismo

Um estudo da Genial Care revelou que 86% dos cuidadores de crianças com TEA são as próprias mães, com idades entre 25 e 44 anos. Apesar de 63% relatarem acesso a serviços de saúde mental, muitos enfrentam desafios significativos no cuidado diário. A pesquisa enfatiza a necessidade de sistemas de apoio abrangentes, incluindo redes de suporte e programas específicos para cuidadores, visando melhorar a qualidade de vida dessas famílias.

Censo Escolar revela aumento de 17,2% nas matrículas de alunos com autismo

Entre 2023 e 2024, o número de matrículas de estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) na educação especial cresceu de 1,8 milhão para 2,1 milhões, representando um aumento de 17,2%. Esse crescimento reflete uma maior identificação e inclusão desses alunos nas escolas brasileiras. O Censo Escolar, coordenado pelo Inep, destaca que, em 2024, 95,7% dos alunos com necessidades especiais estão incluídos em classes comuns, promovendo uma educação mais inclusiva.